Para quais tratamentos o bonar é indicado?

Para quais tratamentos o bonar é indicado?

O bonar (sulfato de bleomicina) é um medicamento usado, primordialmente, para tratar o câncer. Por exemplo, o linfoma de Hodgkin, linfoma não-Hodgkin, cancro testicular, cancro ovariano, cancro do colo do útero, entre outros.

Ele, geralmente, é usado com outros medicamentos contra o câncer e pode ser administrado por via intravenosa, por injeção em um músculo ou sob a pele. Além disso, pode ser administrado dentro do peito para ajudar a prevenir a recorrência de um fluido ao redor do pulmão devido ao câncer.

Os efeitos colaterais comuns incluem febre, perda de peso, vômito e erupção cutânea. Um tipo grave de anafilaxia pode ocorrer. Também pode causar inflamação dos pulmões que pode resultar em cicatrizes no pulmão. São recomendadas radiografias de tórax a cada duas semanas para verificar tal situação.

O bonar pode causar danos ao bebê, se usada durante a gravidez. Acredita-se que ele funciona principalmente impedindo a produção de DNA. O bonar foi descoberto em 1962 e está na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde, que relacionam os medicamentos mais seguros e eficazes do sistema de saúde. Está disponível como medicamento genérico e é produzido por meio da bactéria Streptomyces Verticillus.

OUTROS USOS

Também pode ser colocado dentro do peito para ajudar a prevenir a recorrência de um derrame pleural devido ao câncer. Para cicatrizar a pleura, o talco é a melhor opção.

Embora potencialmente eficaz contra infecções bacterianas, sua toxicidade impede seu uso para este fim. Foi estudado no tratamento de verrugas, mas é de benefício pouco claro.

EFEITOS COLATERAIS

A complicação mais grave do bonar é a fibrose pulmonar e a função pulmonar prejudicada. Tem sido sugerido que o bonar induz sensibilidade à toxicidade do oxigênio e estudos recentes apoiam o papel das citocinas pró-inflamatórias IL-18 e IL-1 beta no mecanismo de lesão pulmonar induzida por bleomicina.

Qualquer tratamento anterior com bonar deve, portanto, ser sempre informado ao anestesista antes de ser submetido a um procedimento que requeira anestesia geral. Devido à natureza sensível ao oxigênio da bleomicina, a teoria entorno da probabilidade de desenvolver fibrose pulmonar após a terapia de oxigênio suplementar aumentou.

Outros efeitos colaterais incluem febre, erupção cutânea, dermatografia, hiperpigmentação, alopecia (perda de cabelo) e fenômeno de Raynaud (descoloração dos dedos das mãos e dos pés).  

COMO FUNCIONA?

O bonar age por indução de quebras no cordão de DNA. Alguns estudos sugerem que o bonar também inibe a incorporação de timidina nas fitas de DNA. A clivagem do DNA pelo bonar depende do oxigênio e dos íons metálicos, pelo menos in vitro.

O mecanismo exato da cisão da fita de DNA não está claro, mas tem sido sugerido que o bonar quebra íons metálicos (principalmente ferro), produzindo uma pseudoenzima que reage com o oxigênio para produzir radicais livres de superóxido e hidróxido que clivam o DNA.

Uma hipótese alternativa afirma que o bonar pode se ligar a locais específicos na fita de DNA e induzir cisão ao abstrair o átomo de hidrogênio da base. Com isso, resulta em clivagem da fita quando a base forma uma lesão lábil alcalina. Além disso, esses complexos também mediam a peroxidação lipídica e a oxidação de outras moléculas celulares.

Portanto, o bonar é usado em combinação com a doxorrubicina no linfoma de Hodgkin. Em decorrência, têm efeitos aditivos e complementares no DNA, uma vez que a doxorrubicina atua intercalando as fitas do DNA e também atua na enzima topoisomerase II, relaxando os complexos de topoisomerase.

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