Covid-19: Quais cuidados o paciente oncológico precisa ter?

Covid 19 - Quais cuidados pacientes oncológicos precisam ter?

A pandemia causada pela Covid-19 pegou a todos de surpresa no início do ano e ainda não se sabe quando tudo isso vai terminar. E, alguns pacientes podem ser considerados grupo de risco, ou seja, caso contraiam o vírus, podem ser sérias complicações de saúde. Esse é o caso, por exemplo, do paciente oncológico.

Mas por que esses pacientes estão no grupo de risco? Porque estão com o sistema imune comprometido, ou seja, o corpo não consegue se defender com as mesma eficiência de um paciente saudável, por exemplo.

Saiba mais sobre o assunto, como funciona o nosso sistema imune, como a Covid-19 pode afetar o paciente oncológico e como se proteger desse problema. Confira!

Como funciona o nosso sistema imune?

Para compreender um pouco melhor sobre como o nosso corpo responde ao ataque do Coronavírus, é preciso entender como o sistema imune funciona e como o vírus se espalha.

O sistema imune é um conjunto de células que ajudam na defesa do corpo. Essas células atacam agentes invasores como o Coronavírus, impedindo que ele se espalhe. Mas se não há muitas células de defesa ou se elas não estão eficientes, o vírus consegue se multiplicar com maior rapidez em comparação ao sistema imune e assim, a doença se instala.

Inicialmente, o vírus se instala no fundo do nariz e na garganta. Ele se liga a receptores específicos na célula e assim, consegue contaminá-las. O vírus se multiplica dentro das células, ela se rompe e então, uma enorme quantidade de novos vírus se espalha para infectar outras células. É dessa forma que a doença toma conta do nosso corpo.

Quem está com o sistema imune enfraquecido, como é o caso dos pacientes oncológicos, apresenta uma certa dificuldade em combater o vírus e é por isso que precisam redobrar os cuidados.

Quem tem câncer tem mais chances de contrair o vírus?

Não. Quem tem câncer tem a mesma chance que qualquer outra pessoa de contrair o vírus a diferença está depois que o vírus já entrou no organismo desse paciente. Como o sistema imune do paciente oncológico está mais deficiente, ele pode encontrar dificuldades em se recuperar se comparado a um paciente saudável.

O tratamento do câncer como a quimioterapia, tende a deixar o sistema de defesa mais fraco e assim, o vírus se espalha pelo corpo em maior proporção.

O paciente oncológico deve parar o tratamento?

O câncer é considerado uma situação de urgência para a saúde, portanto, o tratamento não deve ser interrompido pelo risco de contrair outra doença. Pode sim sofrer modificações, mas isso depende do tipo de tratamento, do estágio da doença e de outros fatores. Só o médico que acompanha o paciente pode dizer.

Os tratamentos adjuvantes e neoadjuvantes certamente não mudarão por conta da pandemia. No caso do primeiro, estamos falando de tratamentos que têm como principal objetivo destruir células cancerígenas que ainda possam estar no corpo após uma intervenção cirúrgica. Já no caso dos tratamentos neoadjuvantes, são os aplicados antes da cirurgia, para reduzir o tumor.

Há pacientes oncológicos que podem estar em situação mais grave que os outros?

É claro que todos os pacientes com câncer podem apresentar muitos problemas após infectados com o Coronavírus, mas há um determinado tipo de câncer que pode provocar consequências mais graves: o câncer hematológico. Nesses casos, o sistema imune do paciente está significativamente comprometido.

Como se prevenir?

Os pacientes oncológicos devem se prevenir da mesma forma que qualquer outra pessoa, mas o cuidado deve ser redobrado. Só saia de casa se realmente for necessário e se não houver outra pessoa que possa fazer isso por você. E, se precisar sair, use sempre a máscara, ao voltar para a casa, troque o calçado, deixando o utilizado na rua, na parte externa e coloque a roupa para lavar. Tome um banho e até esse momento, evite a todo custo, colocar a mão no rosto.

Quer saber mais sobre como evitar a Covid-19? Então, confira o nosso conteúdo e entenda como o Coronavírus é transmitido!

Fonte: Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e Oncoguia

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