Tratamento do câncer avançado de ovário

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O câncer de ovário não é tão raro quanto parece, ficando atrás apenas do câncer de mama e de colo de útero.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 250 mil casos surjam anualmente no mundo, destes, 140 mil resultam em óbito. Já o Instituto Nacional do Câncer (INCA) prevê para 2018 e 2019 que 6.150 novos casos surjam no Brasil; atingindo 5,79 a cada 100 mil mulheres e tornando-se o oitavo câncer mais incidente do país.

Considerado o câncer mais difícil de ser identificado e tratado, devido à demora na aparição dos sintomas, a doença é causada por um tumor cancerígeno alojado no sistema reprodutor feminino.Existem três tipos de tumores que ocasionam esse câncer. São eles:

• Tumores epiteliais: surgem na camada externa do ovário;

• Tumores de estroma: aparecem nos tecidos que produzem hormônios;

• Tumores de células germinativas: aparecem nas células que produzem os óvulos. Sendo esse último mais comum em mulheres jovens.

Causas

Não se sabe exatamente qual a principal causa dessa doença, no entanto, o que se sabe é que todo o processo acontece devido a uma mutação genética que afeta diretamente as características das células, incapacitando-as de exercer suas funções, formando aglomerados de células, conhecidos como tumores ou formando tumores distantes da formação inicial, chamados de metástase. Alguns dos fatores de riscos para o surgimento do câncer de ovário são:

• Histórico familiar: ter parentes próximos como mãe, filhas ou irmãs com histórico de câncer, aumenta o risco da doença;

• Herança genética: o câncer pode ser passado de geração para geração, devido a uma alteração genética nos genes BCA1 e BRCA2;

• Nunca ter engravidado;

• Ciclo menstrual iniciado antes dos 12 anos;

• Início da menopausa após 50 anos;

• Terapia hormonal para tratar menopausa;

• Tratamentos de fertilidade; • Tabagismo;

• Uso contínuo do Dispositivo Intrauterino (DIU);

• Síndrome dos ovários policísticos.

Sintomas

Como vimos anteriormente, os sintomas demoram a aparecer, sendo sentidos, normalmente, quando a doença já está em um estado avançado. No entanto, é importante estar atento a eles. Veja:

• Aumento do volume do abdômen;

• Dores abdominais;

• Dificuldade para comer;

• Sensação constante de saciedade;

• Falta de apetite;

• Necessidade frequente de urinar;

• Menstruação desregular;

•Alterações intestinais;

• Náuseas.

Caso identifique frequentemente algum desses sintomas, então procure um médico (oncologista ou ginecologista) já que os sintomas do câncer de ovário são comumente confundidos com outras doenças.

Diagnóstico

Não existe um exame específico para a identificação do câncer de ovário, no entanto, em caso de suspeitas, seu médico deverá solicitar os seguintes exames:

• Exame pélvico completo;

• Ultrassom pélvico completo ou transvaginal;

• Exame de sangue CA-125.

Ainda, como parte do diagnóstico, pode ser feito exame de tomografia por emissão de pósitrons ou tomografia computadorizada.Todavia, a biopsia continua sendo a maneira mais eficaz de identificar um possível tumor.

Tratamentos

A escolha do tratamento ideal dependerá de diversos fatores, como idade, saúde, estágio do câncer, entre outros fatores. Tudo deve ser analisado cuidadosamente pelo médico que encontrará a melhor solução para o seu caso. As principais opções de tratamento são:

1) Cirurgia: é o principal tratamento do câncer e pode ser dividida em 3 opções:

• Histerectomia total: remove o útero e o colo do útero;

• Salpingo-ooforectomia unilateral: remove um ovário e uma trompa de Falópio;

• Salpingo-ooforectomia bilateral: remove os ovários e as duas trompas de Falópio.

2) Quimioterapia: tratamento à base de substâncias químicas, utilizada para destruir ou diminuir as células cancerígenas. Recomendado para a maioria dos casos que não são completamente resolvidos após a cirurgia. O tempo do tratamento e a quantidade de sessões dependerão do estágio em que o câncer se encontra.

3) Medicamentos: em alguns casos, medicamentos podem ser prescritos tanto para desacelerar o crescimento das células cancerígenas como para auxiliar nos efeitos colaterais dos tratamentos, que podem variar de náuseas à enfraquecimento dos cabelos, por exemplo. Alguns medicamentos estão disponíveis no mercado, autorizados pela ANVISA e devem ser utilizados apenas com indicação médica.

4) Radioterapia: por meio da emissão de radiação, as células cancerígenas são eliminadas parcial ou completamente, dependendo do estágio da doença. Esse tratamento é mais indicado para casos avançados de câncer e pode ocasionar náuseas, vômitos, diarreia, dores e desconforto ao urinar.

Em resumo, o câncer de ovário pode afetar qualquer mulher, de qualquer idade e acima de tudo, por isso, é importante estar atenta a qualquer mudança ou qualquer sintoma fora do comum. Em caso de suspeitas, consulte um médico especializado que realizará um diagnóstico completo e irá auxiliar em todo o processo.

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