Como o Rubidox tem auxiliado na regressão em neoplasias?

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A doxorrubicina, vendida sob os nomes comerciais Rubidox, entre outros, é um medicamento de quimioterapia usado para tratar o câncer.

O Rubidox é comumente usado para tratar diversas neoplasias, tais como leucemia e linfoma de Hodgkin, bem como cânceres de bexiga, mama, estômago, pulmão, ovário, tireoide, sarcoma de Kaposi, mieloma múltiplo e outros.

Os tratamentos geralmente utilizados com doxorrubicina são AC (adriamicina, ciclofosfamida), TAC (taxotere, AC), ABVD (adriamicina, bleomicina, vinblastina, dacarbazina), BEACOPP, CHOP (ciclofosfamida, hidroxidaunorubicina, vincristina, prednisona) e FAC (5-fluorouracil, adriamicina, ciclofosfamida).

O Rubidox é usado principalmente para o tratamento de câncer de ovário em que a doença progrediu ou recorreu após quimioterapia à base de platina, ou para o tratamento de sarcoma de Kaposi, relacionado à AIDS.

A doxorrubicina foi aprovada para uso médico nos Estados Unidos em 1974. Está na lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS), os medicamentos mais eficazes e seguros necessários em um sistema de saúde.

COMO FUNCIONA?

A doxorrubicina interage com o DNA por intercalação e inibição da biossíntese macromolecular. O Rubidox estabiliza o complexo topoisomerase II após ter quebrado a cadeia de DNA para replicação, evitando que a dupla hélice do DNA seja resselada e, assim, interrompendo o processo de replicação. Pode também aumentar a produção de radicais livres do tipo quinona, contribuindo assim para a sua citotoxicidade.

A porção de cromóforo aromático planar da molécula intercala entre dois pares de bases do DNA, enquanto o açúcar de daunosamina de seis membros fica no sulco menor e interage com pares de bases flanqueantes imediatamente adjacentes ao local de intercalação, como evidenciado por várias estruturas cristalinas.

Por intercalação, a doxorrubicina também pode induzir a remoção de histona da cromatina ativa. Como resultado, a resposta ao dano do DNA, o epigenoma e o transcriptoma são desregulados em células expostas à doxorrubicina.

Simplificando: o Rubidox é um antibiótico que age contra as células canceríginas/tumorais, impossibilitando sua multiplicação e interferindo em seus danos.

EFEITOS COLATERAIS

O efeito colateral mais perigoso da doxorrubicina é a cardiomiopatia dilatada, levando à insuficiência cardíaca congestiva.

A taxa de cardiomiopatia depende da sua dose cumulativa, com uma incidência de cerca de 4% quando a dose de doxorrubicina é de 500-550 mg/m2, 18% quando a dose é de 551 a 600 mg/m2 e 36% quando a dose excede 600 mg/m².

Acredita-se que a doxorrubicina cause cardiomiopatia, incluindo estresse oxidativo, regulação negativa de genes para proteínas contráteis e apoptose mediada por p53.

O fármaco dexrazoxane é usado para mitigar a cardiotoxicidade da doxorrubicina. Outra complicação comum e potencialmente fatal da doxorrubicina é a tiflite, uma infecção aguda do intestino que põe em risco a vida do paciente.

Além disso, alguns pacientes podem desenvolver alergias, caracterizadas por erupções cutâneas nas palmas das mãos ou solas dos pés, inchaço, dor e eritema.

A quimioterapia pode causar reativação da hepatite B, e regimes contendo doxorrubicina não são exceção.

A doxorrubicina e vários quimioterápicos (incluindo a ciclofosfamida) causam despigmentação.

Outros grupos de drogas que causam esse problema incluem antimaláricos, amiodarona, metais pesados (mas não ferro), tetraciclinas e antipsicóticos.

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