Qual a diferença entre a Síndrome Asperger e Autismo?

Qual a diferença entre a Síndrome Asperger e Autismo?

Você certamente já ouviu falar em Autismo, mas e em Síndrome de Asperger? Trata-se de um transtorno neurobiológico que fica dentro da categoria dos Transtornos de Neurodesenvolvimento. Ele pode ser facilmente confundido com o Autismo, pois possui sinais e sintomas muito parecidos e saber estabelecer o diagnóstico diferencial é essencial para começar o tratamento mais adequado.

A síndrome afeta em variados graus como os pacientes percebem o mundo e também interagem com outras pessoas. Por isso, ela é classificada como espectro de autismo, também chamado de TEA — Transtorno do Espectro Autista.

Está querendo aprender mais sobre essa patologia? Então, confira abaixo o conteúdo entenda mais sobre como essa síndrome funciona. 

Quais as diferenças entre essas doenças?

O Autismo é caracterizado por um indivíduo que tem um grave comprometimento no desenvolvimento. Esse comprometimento, por sua vez, leva a uma severa dificuldade na interação social e alguns casos pode provocar comportamentos repetitivos. 

Quem tem a Síndrome de Asperger também pode apresentar essas mesmas características só que de uma maneira muito mais branda. Enquanto o Autismo pode comprometer o sono e até mesmo a alimentação do portador, a criança com a síndrome consegue se tornar independente, fala muito bem e pode inclusive se expressar com expressões mais rebuscadas. Ela pode apresentar alguns comportamentos estranhos, mas não é algo tão acentuado quanto o Autismo.

Há outras diferenças que podemos descrever aqui. O Autismo pode ser diagnosticado quando a criança ainda não tem 3 anos de idade, já a Síndrome de Asperger faz parte de um diagnóstico mais tardio, o que pode dificultar o trabalho do médico. O diagnóstico vai depender muito do estágio em que a criança se encontra. 

Outra diferença é quanto à inteligência. Entre os autistas, apenas 40% apresentam um intelecto preservado e 50% possui algum nível de retardo mental associado. A inteligência no portador da síndrome não fica alterada.  

Como a Síndrome de Asperger é diagnosticada?

O portador da síndrome começará a apresentar dificuldade em se comunicar com outras pessoas e isso se tornará cada vez mais frequente. Assim como no Autismo, quem tem Síndrome de Asperger pode ter certa dificuldade para compreender:

  • conceitos abstratos como sentimentos;
  • piadas ou sarcasmo;
  • tons de voz diferenciados e adaptados para cada tipo de situação;
  • imprecisão;
  • e também expressões faciais.

Quem tem Asperger também pode apresentar um dos sinais muito comuns no Autismo: a ecolalia. Ocorre quando o portador da doença repete o que outra pessoa, dentro da conversa, acabou de dizer.

Eles podem parecer pessoas insensíveis e dificilmente vão procurar o carinho de outra pessoa. Podem se comportar de forma estranha, pois não conseguem corresponder às expectativas do que a maioria considera um comportamento adequado.

Para fazer o diagnóstico, os profissionais podem levar em consideração o grau de dificuldade da criança ou indivíduo e a idade. Como dissemos, o Autismo costuma ser diagnosticado até os 3 anos de idade.

Há uma cura?

Ainda não há uma cura para o Autismo e, consequentemente, para a Síndrome de Asperger. Isso ainda está sendo investigado, mas é bastante difícil já que se acredita que as causas estão ligadas a fatores genéticos e também ambientais, mas ainda não se sabe quais.

Com o tratamento adequado, acompanhamento de uma equipe multidisciplinar com psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais, é possível que alguns pacientes possam ter uma quase normal ou normal como nos casos de quem tem a síndrome. Por exemplo, pessoas como Isaac Newton, Albert Einstein, Tim Burton, Bill Gates e outros nomes famosos foram diagnosticados com a Síndrome de Asperger.

Tem como prevenir?

Como se trata de uma síndrome de ordem genética, não é possível prevenir o Autismo ou a Síndrome de Asperger, mas é possível fazer a detecção precoce da doença e assim, reduzir significativamente o comprometimento da doença.

Dessa forma, a pessoa pode desenvolver a síndrome, mas antes disso, o tratamento começa e impede que isso aconteça. Nesse caso, a melhor forma de prevenir é levando a criança ao pediatra e fazendo o acompanhamento médico desde os primeiros dias de vida.

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