Hanseníase: O que é, transmissão, diagnóstico e tratamento

Hanseníase

A hanseníase é uma doença muito antiga e que antigamente era conhecida como  lepra.  A mudança do nome da doença foi porque causava muito preconceito, mas trata-se da mesma coisa. Porém, as pessoas não precisam mais ter medo, pois, hoje a patologia tem tratamento e cura.

Quer saber mais sobre a hanseníase? Então, confira a forma de transmissão, causas, sinais e sintomas e como ocorre o tratamento!

O que é hanseníase?

A hanseníase trata-se de uma doença crônica e transmissível pelo contato. O responsável pela patologia é um bacilo de nome Mycobacterium leprae. Ao contrário do que muitos podem pensar, a hanseníase não atinge apenas a pele, podendo causar lesões também no sistema neurológico e gerar assim a perda ou redução da capacidade de caminhar e de realizar outros movimentos.

Para ter a doença é necessário estar em contato com o agente por muito tempo. Além disso, você pode até estar com o agente infeccioso e não manifestar os sintomas. Apenas uma pequena parcela de pessoas infectadas manifestam a doença.

Apesar de ter tratamento e de ser uma patologia amplamente conhecida, o Brasil é o 2º no ranking de países com novos casos registrados. Assim, estamos falando de uma doença de extrema importância para a saúde pública.

Como ocorre a transmissão?

A hanseníase é transmitida por meio do contato físico prolongado. Porém, essa transmissão só acontece com o paciente infectado que está sem tratamento. Quando ele inicia, a transmissão é controlada.

Quais os principais sinais e sintomas?

Alguns sinais e sintomas são bem clássicos da doença, mas é claro que para fechar o diagnóstico, você precisa ser avaliado por um médico. Afinal de contas, existem outras patologias que podem se manifestar da mesma forma. Confira quais são esses sinais:

  • inchaço nas mãos e nos pés;
  • manchas de cor branca, vermelha ou marrom em qualquer parte do corpo;
  • áreas com redução de pelo e também de suor;
  • perda de sensibilidade ao toque e à temperatura em algumas partes do corpo;
  • úlceras nas pernas e nos pés;
  • febre;
  • edema (inchaço);
  • dores articulares;
  • sangramento nasal.

Alguns desses sintomas só se manifestam quando o problema não é tratado logo no início. Assim, se você estiver com qualquer um desses sinais, procure o médico.

Como é feito o diagnóstico?

Para realizar o diagnóstico de hanseníase não é necessário fazer exames de sangue ou de imagem. Ele é feito por meio de uma avaliação clínica com exame geral e também testes para identificar alteração da sensibilidade e também motoras.

Há também casos em que não há comprometimento da pele, ou seja, não há presença de manchas, mas apenas o comprometimento neurológico com perda de sensibilidade.

Podem ser necessários alguns exames laboratoriais como histopatologia cutânea ou de nervo periférico sensitivo. A baciloscopia também pode ser solicitada, mas isso é mais comum em centro de saúde especializados em hanseníase.

O diagnóstico pode ser mais difícil em crianças, especialmente se a hanseníase for apenas neurológica, pois, há uma certa dificuldade em interpretar os testes de sensibilidade. Nesse caso, os profissionais costumam utilizar um protocolo próprio para menores de 15 anos.

Como é o tratamento?

O protocolo de tratamento que será utilizado vai depender do grau da doença, ou seja, se tem poucos ou muitos bacilos. A primeira dose do medicamento deve ser administrada pelo profissional de saúde e, as próximas doses, podem ser autoadministradas em casa seguindo a orientação médica. Lembrando que os familiares e outras pessoas que convivem com o paciente como colegas de trabalho, também precisam passar pela avaliação médica.

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