Diabetes, a importância da alimentação saudável

Diabetes, a importância da alimentação saudável

O diabetes mellitus é uma disfunção que acomete boa parte dos brasileiros: cerca de 8,9% da população sofre com a doença, que pode causar diversas sequelas. Entre as mais temidas, estão perda da visão, insuficiência renal, problemas na circulação (que podem levar a amputações) e risco elevado de doenças cardíacas.

Há dois tipos da doença, 1 e 2. O tipo 1 acomete, em geral, crianças e adolescentes, sendo que o próprio organismo não produz a insulina necessária para equilibrar os níveis de glicose no sangue. Por isso mesmo, está relacionado a uma disfunção autoimune controlada com aplicação de injeções do hormônio. Já o tipo 2 corresponde a 90% dos casos e geralmente ocorre ao longo da vida, quando o organismo deixa de usar ou produzir adequadamente a insulina.

O tipo 2 pode decorrer de má alimentação e estilo de vida sedentário, apesar de ter influência genética. Nesse sentido, também é possível tratar desse quadro usufruindo dos benefícios da alimentação saudável e de mudanças na rotina.

Uma pesquisa americana indicou que pacientes que alteraram a alimentação e perderam massa corporal conseguiram atrasar o aparecimento da doença. No entanto, é importante destacar que cada plano alimentar precisa ser traçado de acordo com o paciente e com tipo da alteração. 

Alimentos proibidos e permitidos

Atualmente, nossa principal fonte de glicose é o açúcar refinado, extremamente danoso ao organismo. Mas se engana quem pensa que simplesmente cortar o seu consumo dá conta de reduzir os níveis de glicemia. Para tanto, é preciso ficar de olho em todos os alimentos consumidos e seguir uma dieta controlada. Nesse sentido, ter consciência do que se ingere é fundamental para o controle do diabetes tipo 2, junto ao tratamento medicamentoso.

Um cardápio com foco na alimentação saudável deve considerar alimentos permitidos para quem apresenta falta ou má absorção de insulina. Pensando nisso e para evitar sugestões perigosas à saúde, a American Diabetes Association listou algumas das dietas mais eficientes no tratamento integrado.

1. Dieta mediterrânea

Você já deve ter ouvido falar sobre a longevidade dos gregos, baseada em uma alimentação saudável. E isso se dá por conta do consumo de peixes e do azeite de oliva, entre outros ingredientes fundamentais. Vegetais, frutas, grãos, sementes e oleaginosas, sempre frescos, também ganham espaço no estilo de vida mediterrâneo. Alimentos como queijo e iogurte entram de forma mais modesta, enquanto permite-se de 1 a 2 taças de vinho tinto por dia. A carne vermelha, nessa dieta, é bem limitada.

2. Dieta vegetariana ou vegana

Outra das opções saudáveis para quem sofre de diabetes ou corre o risco de desenvolver a doença é apostar na dieta vegetariana ou vegana. Rica em frutas, grãos, sementes, oleaginosas, vegetais e poucos derivados animais (no caso da vegetariana), essa dieta busca substituir as carnes em geral por outras opções. Nesse sentido, os níveis de gordura e colesterol ficam lá embaixo.

3. Dieta de baixo carboidrato

Alimentos como brócolis, couve, saladas em geral e proteínas animais entram na dieta de pouco carboidrato. Ovos, queijos, azeite de oliva e manteiga também fazem parte desta opção que corta os amidos de forma geral. Grãos e comidas processadas também ficam fora do cardápio. Como os efeitos de uma dieta com pouco carboidrato ainda estão sendo estudados, é preciso contar com o acompanhamento próximo de um nutricionista.

4. Dieta de baixa gordura

Nessa opção de dieta o corte vai direto nas gorduras. Por isso, vegetais, frutas, proteínas magras (frangos, peixes) e laticínios com baixa gordura ganham destaque no padrão alimentar. O maior beneficiado desta dieta é o coração, na medida em que ocorre perda de peso. E, nesse sentido, também pode beneficiar aqueles que sofrem com o diabetes. Assim como no caso anterior, seguir apenas este padrão alimentar não garante redução da glicemia.

5. DASH

Na sigla em inglês, DASH significa Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão . Ou seja, visa reduzir a pressão arterial elevada. Alimentos como frutas, vegetais, proteínas magras, sementes e grãos integrais se destacam em contraponto à redução de alimentos com gordura saturada, sódio, açúcar e carnes vermelhas. Potássio, magnésio e cálcio também integram a seleção dos ingredientes visando uma alimentação saudável.

Orientações e mitos sobre a diabetes

Para seguir qualquer um dos padrões alimentares sugeridos pela American Diabetes Association , é necessário alguma organização para o cardápio do dia a dia, além da orientação de um nutricionista. É essa disciplina que pode auxiliar no tratamento do diabetes de forma integrada. Essencialmente, considere estabelecer o tempo das suas refeições, quanto deve comer em cada uma delas e os tipos de alimentos que vão para o prato.

Também é preciso quebrar alguns mitos no que diz respeito à alimentação saudável:

  • Comer de forma saudável não significa comer pouco. A variação se dá de acordo com o organismo e as necessidades de cada indivíduo.
  • Não é necessário perder o prazer em comer. Estamos cada vez mais habituados a consumir alimentos processados, com excesso de sódio e açúcares; no entanto, usar temperos e ingredientes adequados pode tornar os pratos ainda mais saborosos.
  • Comer fora de casa não é desculpa para comer mal. A questão é escolher os alimentos certos e ter conhecimento sobre como eles podem ajudar ou prejudicar a própria saúde.

Alimentação ideal: aquela que faz bem ao corpo

Por mais que alguns padrões de alimentação saudável sejam seguidos quando se trata de cuidados com a saúde, cada paciente é uma pessoa singular. Ou seja, as respostas que o organismo dá à cada tipo de padrão alimentar podem variar de forma significativa e de acordo com as necessidades fisiológicas. Os quadros também serão diversos na medida em que altos níveis de glicose no sangue geram restrições diferentes de quem apenas deseja evitar os riscos de uma possível doença no futuro.

Por isso, a orientação é contar com o auxílio de um nutricionista junto ao acompanhamento dos níveis de glicemia para controle do diabetes.

Deseja obter mais informações sobre o assunto ou dar a sua opinião sobre alimentação saudável ? Deixe aqui seu comentário, este é o seu espaço para colaborar e tirar dúvidas.  

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *