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30 de Agosto: Dia Nacional da Conscientização sobre a Eslerose Múltipla

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O dia 30 de agosto foi escolhido como o Dia Nacional da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. Trata-se de um tipo de doença autoimune onde o nosso próprio sistema de defesa ataca e destrói a bainha de mielina. Essa substância, por sua vez, é de extrema importância para a transmissão dos impulsos nervosos. Sem ela, nada acontece.

Se você conhece alguém que tem Esclerose Múltipla ou foi diagnosticado, a melhor arma é a informação. Saiba agora mais sobre a patologia e, principalmente, as formas de tratamento. Confira!

Quais as causas da doença?

Isso ainda não foi descoberto. Ainda não se sabe quais são as reais causas da doença, mas ela pode ter relação com fatores genéticos e ambientais. Normalmente, se desenvolve em pessoas com 20 a 40 anos e tem como principais características a dificuldade motora e sensitiva que o paciente apresenta.

 Por que a bainha de mielina é tão importante?

A bainha de mielina, substância que é atacada pelo nosso sistema de defesa, ajuda o nosso corpo a passar as informações do cérebro para o corpo e do corpo para o cérebro.

Por exemplo, para enviar a informação do coração para o cérebro — de que ele precisa bater — e enviar a informação de volta na forma de impulsos elétricos, é necessária a bainha de mielina. É um tipo de transmissor como um fio condutor de informações.

Sem a bainha, a mensagem jamais seria entregue tanto na ida quanto na volta. O grande problema é quando a bainha de mielina dos órgãos mais vitais começa a ser destruída. Mas isso, geralmente é a última coisa que acontece.

Quais são os principais sinais e sintomas?

No início, os sinais e sintomas são muito fracos e costumam ir embora dentro de 1 semana. Por isso, muitos pacientes demoram anos para serem diagnosticados e quando os sintomas se tornam mais frequentes, muito da bainha de mielina já foi destruído.

Eis aqui, mais uma vez, a importância de fazer exames de rotina. Esperar estar doente para ir ao médico é um risco muito grande.

Os principais sintomas da Esclerose Múltipla são:

  • visão dupla;
  • problemas para falar ou engolir alimentos;
  • perda e redução da mobilidade;
  • sensação de formigamento e redução ou perda de sensibilidade pelo corpo;
  • problemas para controlar tanto a bexiga quanto o intestino.

Pode haver também uma dificuldade de compreensão e entendimento do que se ouve ou do que se fala. Falta de concentração, perda de memória, depressão e ansiedade também podem aparecer.

Descubra também as principais diferenças entre a Esclerose Múltipla e a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Progressão de incapacidade

Foi definida uma escala de incapacidade, chamada de Escala Expandida do Estado de Incapacidade de Kurtzke ou apenas EDSS, na qual o especialista determinada o estadiamento da doença. Ela funciona da seguinte forma:

  • 1 a 1,5 = sem incapacidade;
  • 2 a 2,5 = incapacidade mínima;
  • 3 a 3,5 = incapacidade mínima e moderada;
  • 4 a 4,5 = incapacidade moderada;
  • 5 a 5,5 = limitação da capacidade de andar aumenta;
  • 6 a 6,5 = necessita de ajuda para andar;
  • 7 a 7,5 = paciente precisa ficar na cadeira de rodas;
  • 8 a 8,5 = confinado a uma cama ou cadeira;
  • 9 a 9,5 = completamente dependente;
  • 10 = morte decorrente da esclerose.

Para começar o tratamento, o especialista precisa, primeiro, entender em que escala de incapacidade o paciente se encontra.

Como é o tratamento da Esclerose Múltipla?

O tratamento tem dois principais objetivos: retardar a incapacidade e reduzir a quantidade de surtos. Para isso, é prescrito o tratamento farmacológico associado a outros. Por exemplo, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e sessões com o psicólogo são extremamente importantes para ter bons resultados.

É possível sim ter qualidade de vida mesmo com o diagnóstico de Esclerose Múltipla. O mais importante é seguir todas as orientações médicas e se manter motivado. 

Confira também como o uso do remédio Fampyra pode ajudar no tratamento da doença!

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